Nos últimos anos, assistimos de perto o avanço das grandes varejistas internacionais no mercado brasileiro de serviços financeiros. Agora, mais um capítulo relevante se soma a essa história: em 24 de fevereiro de 2026, foi publicada no Diário Oficial da União a autorização do Banco Central do Brasil para que a Shopee opere sua própria financeira no país. Mais do que apenas mais uma operação, essa decisão reforça a movimentação do setor para integrar ainda mais as soluções digitais e financeiras ao cotidiano do consumidor brasileiro, um ciclo que acompanhamos de forma muito próxima com o nosso ecossistema na Paytime.
Entendendo a novidade: o nascimento da Monee
A instituição em questão foi batizada como Monee Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento S.A. e começa sua trajetória com um capital social de R$ 10 milhões. Segundo o que foi documentado, o controle acionário é da SHPP Brasil Participações Ltda e de Xiaodong Li, fundador da Shopee em Singapura. Agora, além das já tradicionais operações de crédito e financiamento, a Monee está liberada também para oferecer serviços de pagamento na modalidade de emissor de instrumento pós-pago, como, por exemplo, cartões de crédito.
Essa conquista, no entanto, não veio de um dia para o outro. Ainda em novembro de 2024, a constituição da nova instituição já havia sido autorizada por Renato Gomes, então diretor do Banco Central. Com esse sinal verde, a Shopee demonstra que sua transformação de marketplace para um verdadeiro protagonista financeiro é algo planejado e incremental.
Todas as operações da Monee serão monitoradas e reguladas pelo Banco Central do Brasil.
Esses dados, além de demonstrarem o compromisso da Shopee com o contexto regulatório brasileiro, sinalizam o grau de maturidade do setor de fintechs e o quanto esse mercado demanda uma infraestrutura robusta, compliance estruturado e soluções adaptadas às normas locais. É muito similar ao que enxergamos como essencial na jornada dos nossos parceiros, aqui na Paytime, quando falamos sobre infraestrutura bancária e tecnológica pronta para escalar negócios com menos barreiras de entrada.
Retrospectiva do avanço fintech Shopee no Brasil
2022: crescimento e início das operações financeiras
O movimento da Shopee em direção ao mercado financeiro brasileiro não começou agora. Desde 2022, a companhia, que já era destaque nas vendas online, obteve a autorização do Banco Central para funcionar como Instituição de Pagamento (IP). Isso permitiu à empresa emitir moeda eletrônica, em outras palavras, abriu caminho para o gerenciamento de contas pré-pagas em ampla escala.
A fintech do grupo, conhecida como Shopee Pay, atua como subadquirente em transações realizadas entre compradores e vendedores no marketplace. Isso reforçou o posicionamento da companhia como fornecedora de soluções financeiras digitais e pagamentos no Brasil, atendendo inclusive a uma parcela relevante da população que não utiliza bancos tradicionais.
2024-2025: aquisições e fortalecimento institucional
Em setembro de 2024, mais um passo estratégico: a Shopee foi autorizada pelo Banco Central a adquirir a fintech de crédito Blu, cuja atuação passou a ser formalizada sob o nome de Monee SCD em fevereiro de 2025. Essas informações constam do Diário Oficial e ilustram a trajetória de diversificação das frentes de negócio da empresa no setor financeiro nacional.
- Novembro de 2024: autorização inicial da Monee por Renato Gomes;
- Fevereiro de 2025: transformação efetiva da Blu em Monee SCD;
- Fevereiro de 2026: publicação oficial para início das operações da Monee como financeira.
Ambas as instituições, tanto a IP quanto a SCD, fazem parte do grupo SHPP Brasil, o que demonstra organização e alinhamento com as políticas locais, além de garantir que as obrigações legais e normativas sejam cumpridas com rigor.
Panorama atual: números e impacto no mercado
No fechamento do quarto trimestre de 2025, a fintech Shopee já acumulava mais de 8,6 milhões de clientes brasileiros. Esse dado serve para mensurar o alcance da operação e a capacidade de atração de um público cada vez mais conectado e interessado em alternativas digitais de pagamento e financiamento.
O crescimento da Shopee se associa diretamente à demanda do varejo por novas soluções e, nesse contexto, iniciativas como a Paytime desempenham papel central ao permitir que qualquer empresa lance serviços financeiros próprios com marca personalizada, sem precisar investir pesadamente em desenvolvimento, backoffice ou licenciamento bancário.
A junção desses elementos, alcance de público, experiência digital e gestão sob forte compliance, impulsiona a adoção de sistemas mais práticos e seguros. Seja no modelo de maquininhas, Tap on Phone ou plataformas white label, como fazemos na Paytime, é fato: todos esses movimentos apontam para um cenário em que o próprio comércio físico precisa se reinventar com soluções embasadas em tecnologia de ponta. Isso está em linha com o movimento de crescimento do comércio físico brasileiro, que encerrou 2023 em alta de 3,8%, conforme pesquisa da Serasa Experian (estudo da Serasa Experian).
Ofertar serviços financeiros próprios virou um diferencial competitivo para quem deseja crescer.
Quais operações a Monee poderá realizar?
Com a autorização concedida pelo Banco Central, a Monee está apta a operar em três principais frentes:
- Concessão de crédito e financiamento;
- Prestação de serviços de pagamento, incluindo emissão de instrumentos pós-pagos como cartões de crédito;
- Gestão de plataformas digitais e contas eletrônicas, com toda a infraestrutura regulatória necessária.
Isso permite à nova financeira da Shopee interagir com todo o ecossistema digital, conectando vendedores e compradores de maneira simples, eficiente e segura. Em nossa trajetória na Paytime, já presenciamos como decisões regulatórias e avanços tecnológicos são capazes de transformar completamente o dia a dia das empresas, especialmente para quem deseja integrar diversos canais e métodos, aumentarmos o acesso e facilitamos a gestão financeira dos parceiros.
O que podemos esperar para o setor?
A tendência é clara. O mercado brasileiro continua abrindo suas portas para a inovação financeira, aproximando empresas de seus clientes e reduzindo as barreiras de entrada para o segmento de fintech. Para nós, que atuamos com plataformas white label e soluções financeiras customizadas, a história da Shopee reforça a importância de pensar em escalabilidade, facilidade de uso e adequação regulatória.
No ambiente competitivo de hoje, acelerar o lançamento de um ecossistema financeiro próprio, com marca e lógica de negócio personalizada, pode ser decisivo. Como acreditamos aqui na Paytime, viabilizar a entrada de novos players e fortalecer operações já existentes é um caminho sem volta para qualquer companhia que queira permanecer relevante.
Quer saber mais?
A ascensão da fintech Shopee evidencia como o cenário brasileiro favorece quem aposta em tecnologia, integração e atendimento personalizado. Se você quer criar sua própria operação de pagamentos digitais, conheça a Paytime e veja como podemos ajudar a estruturar seu ecossistema financeiro, com segurança, compliance e tudo pronto para crescer junto com o seu negócio.
