À medida que a tecnologia financeira evolui no Brasil, o Pix se consolida como um dos principais motores de inovação e inclusão no sistema bancário. Recentemente, acompanhamos uma transformação relevante: a entrada em vigor, nesta segunda-feira (2/2), das novas regras do Pix, especialmente relacionadas à segurança e à recuperação de valores. Todo esse movimento atinge em cheio a forma como empresas, fintechs e empreendedores – mesmos perfis que atendemos através dos ecossistemas Paytime – vão conduzir sua experiência e operação de pagamentos daqui para frente.
Segurança em primeiro lugar
As mudanças implementadas visam fortalecer ainda mais a experiência do usuário e dar mais confiança nas transações digitais. Agora, o Mecanismo Especial de Devolução (MED) passa a ser obrigatório para todas as instituições financeiras e de pagamento, demandando o uso da versão 2.0 do sistema Pix. Mas, afinal, o que muda na prática?
Bloqueio imediato, investigação posterior: uma inversão que veio para ficar.
Antes de entrarmos nos detalhes, é importante lembrar que o MED só se aplica a situações envolvendo fraude, golpe ou erro operacional das instituições. Ele não cobre envios equivocados por parte do usuário ao informar destinatários errados. Mas, para as situações cobertas, as regras mudaram significativamente.
Principais mudanças: o que muda para todos nós?
Selecionamos os sete pontos fundamentais dessas novas regras, segundo recomendações de especialistas, incluindo o advogado Angelo Paschoini, e de acordo com as diretrizes do Banco Central e matérias recentes da imprensa especializada como as da Agência Brasil e InfoMoney.
1 - Bloqueio automático e imediato em contas suspeitasUma das alterações mais sentidas diz respeito à possibilidade das instituições bloquearem imediatamente contas apontadas como envolvidas em fraude, antes mesmo do início da investigação. Isso aumenta muito as chances de recuperar recursos e impede que o dinheiro seja pulverizado rapidamente entre várias contas, tornando a recuperação mais eficaz. Como destaca Angelo Paschoini, esta é talvez a maior evolução do novo MED, pois
Primeiro se bloqueia, depois se investiga.
Assim, reduzimos o risco de perdas irreversíveis para vítimas de golpes digitais.
2 - Rastreamento aprimorado das transferências.
Agora, o rastreamento dos valores passou a acompanhar cada etapa, mesmo em contas intermediárias, dificultando que fraudadores consigam esconder os valores. Caso seja identificado que o dinheiro proveniente de uma fraude está em uma dessas contas, o bloqueio pode ser realizado mesmo após múltiplas transferências sucessivas, via troca rápida de informações entre bancos e instituições de pagamento.
3 - Prazo reduzido para devolução de valores.
O prazo máximo para devolução de recursos caiu de até 80 dias – vigente anteriormente – para apenas 11 dias após a contestação feita pela vítima. Essa medida pode reduzir em até 40% o sucesso de fraudes via Pix, segundo dados do Banco Central revelados na InfoMoney, e está alinhada ao objetivo do Banco Central de tornar o sistema financeiro cada vez mais seguro e ágil para todos os usuários. Dados do Banco Central indicam que as fraudes no Pix causaram prejuízos de R$ 4,941 bilhões em 2024, um aumento de 70% em relação ao ano anterior.
4 - Botão de contestação obrigatório nos aplicativos.
Desde outubro, todas as instituições passaram a oferecer, de modo obrigatório, um botão de contestação nas plataformas online, facilitando o pedido de devolução sem que o usuário precise falar com atendente. Isso torna o processo mais prático, rápido e transparente, instituindo o canal digital como o único caminho oficial da contestação. O usuário só precisa clicar, informar que se trata de golpe, e o processo se inicia.
5 - Integração e fluxo de informações entre instituições.
O sistema MED 2.0 traz maior integração entre bancos, órgãos públicos e instituições de pagamento. Essa troca ágil de informações permite acompanhar movimentações suspeitas em tempo real e colaborar com órgãos de combate à fraude, aumentando ainda mais as chances de sucesso em caso de tentativa de golpe ou golpe consumado. Segundo Agência Brasil, o rastreamento de valores transacionados agora é possível mesmo após múltiplas movimentações.
Passo a passo do novo processo de contestação.
O procedimento ficou mais claro e prático:
- O usuário acessa o app e aciona o botão de contestação, indicando um golpe.
- A instituição onde está a conta da vítima comunica a outra em até 30 minutos.
- O valor é imediatamente bloqueado na conta do recebedor.
- Inicia-se um processo de investigação. Confirmada a fraude, o dinheiro retorna à vítima.
- Se não for comprovada fraude, o valor é liberado para o recebedor original.
Equilíbrio entre proteção e funcionamento do sistema
De acordo com especialistas e o próprio Banco Central, o desafio está em calibrar bem os critérios de bloqueio automático para evitar injustiças com usuários que não cometeram fraude. A medida eleva o custo do crime, amplia as chances de devolução de recursos e tende a criar um ambiente muito mais seguro para todos que usam o Pix. É o tipo de proteção que valorizamos em todas as soluções que desenvolvemos e promovemos como parceiros dos nossos clientes na Paytime.
Simplificando as mudanças em poucas palavras
- Antes: a análise precedia o bloqueio. Agora, bloqueio imediato e investigação posterior.
- Rastreamento agora é automático, inclusive após sucessivos repasses entre contas.
- Há maior troca e integração de informações entre bancos e órgãos públicos.
- Devoluções feitas em até 11 dias pelo MED, tornando fraudes muito menos vantajosas.
Impacto prático para empresas e usuários
Essas atualizações afetam não só o usuário do dia a dia, mas também empresas e plataformas que atuam no mercado financeiro digital, como nós na Paytime. Por meio do nosso ecossistema white label, já trabalhamos para garantir transparência, segurança e agilidade na resolução de casos suspeitos, utilizando tanto ferramentas de gestão ao parceiro quanto canais digitais para promover uma experiência bancária mais segura e personalizada.
O fortalecimento dessas práticas acompanha a premissa que sempre defendemos: experiência rápida, eficiente e segura para todos os envolvidos no fluxo de pagamentos. Esteja sua empresa buscando ampliar a oferta de serviços financeiros ou regularizar fluxos de recebíveis, as novas regras Pix representam um avanço estratégico para todo ecossistema digital.
O papel da Paytime nesse novo cenário
Na Paytime, queremos que nossos parceiros inovem sem se preocupar com riscos desnecessários. O nosso modelo white label integra soluções de Pix, transferências e conciliações pensadas para manter a segurança à frente, sempre respeitando a legislação e antecipando tendências do Banco Central. Contamos com uma infraestrutura robusta, apoio regulatório e as melhores práticas em prevenção a fraudes, ajudando empresas a prosperar nesse novo ambiente seguro e transparente.
Agora, convidamos você a conhecer mais sobre nossa filosofia de inovação, segurança e integração de serviços financeiros. Faça parte de um ecossistema preparado para o futuro, que cresce com o mercado e oferece as melhores soluções para sua empresa ganhar autonomia, prosperar e proteger seus clientes ao máximo.
Vivencie o novo Pix ao lado de quem entende de tecnologia bancária e faz da segurança uma prioridade em cada etapa: conheça agora o ecossistema Paytime e transforme a sua operação financeira!
