Executivo observando painel digital com ícones de serviços financeiros integrados

Vivemos uma verdadeira transformação no ambiente empresarial brasileiro, em que negócios de todos os segmentos estão buscando oferecer mais do que apenas seus serviços ou produtos principais. Ao incorporarmos soluções financeiras diretamente em plataformas, entregamos valor agregado, fortalecemos a relação com o cliente e criamos novas fontes de receita. Essa tendência, conhecida como finanças integradas, está mudando a forma como pensamos e conduzimos nossos negócios.

Entendendo o que significa "embedded finance"

Constantemente ouvimos o termo, mas afinal, o que realmente representa esse conceito? A resposta não está apenas na tradução literal, mas nas mudanças práticas que ele traz ao cotidiano de empresas e consumidores. Finanças integradas são aquelas que, ao invés de se limitarem às instituições financeiras tradicionais, passam a ser disponibilizadas nos próprios ambientes em que os clientes já estão presentes, como lojas online, aplicativos, marketplaces ou redes de franquias.

Com soluções de finanças integradas, empresas não financeiras podem oferecer contas digitais, pagamentos, Pix, boletos e até serviços de crédito sem necessidade de se tornarem bancos.Elas fazem isso por meio de APIs, plataformas white label ou integrações prontas, que se conectam de forma direta às suas operações.

Empresas de qualquer porte agora podem ser também “bancos” para seus clientes.

Panorama do mercado de finanças integradas

Os números comprovam a força desse movimento no Brasil. Segundo uma pesquisa da Galileo Financial Technologies com a Juniper Research, 80% das médias e grandes empresas não financeiras já oferecem serviços financeiros, sendo que quase metade delas inclui serviços bancários acessíveis em seus ecossistemas. Outro dado impressionante: 68% das organizações veem nesses recursos uma oportunidade atraente para diversificação de portfólio.Além disso, o mercado brasileiro de finanças integradas tem previsão de alcançar R$ 120 bilhões até 2025, impulsionado por uma taxa média de crescimento anual superior a 30%, com setores como e-commerce, fintechs e marketplaces puxando a popularidade da tendência. Os investimentos em startups desse segmento dobraram em apenas dois anos, segundo dados do mercado nacional.Grandes relatórios como o da The Business Research Company estimam que globalmente, esse mercado movimentará mais de US$ 25 bilhões até o próximo ano, mantendo ritmo constante de expansão por todo o planeta. Para muitos negócios brasileiros, a transformação não é mais uma opção, mas uma nova regra do jogo.Fontes: Pesquisa da Galileo e Juniper Research, dados do mercado brasileiro, relatório global da The Business Research Company

Embedded finance x BaaS: diferenças e caminhos

Muitas pessoas confundem o conceito de finanças integradas (“embedded finance”) com o chamado Banking as a Service (BaaS). Nós também já fizemos essa confusão no passado, afinal, os dois termos descrevem modelos parecidos, mas com propostas distintas.

Embedded finance: personalização e resultado direto

No modelo de finanças integradas, nós, empresas não financeiras, incorporamos funcionalidades bancárias diretamente nas plataformas existentes, usando nossas próprias marcas, cores, fluxos e jornadas de usuário. Dessa forma, oferecemos ao cliente uma experiência unificada e sem fricções, como se todo o serviço estivesse “nascido” ali desde o início.

  • O cliente pode pagar uma assinatura e acessar saldo, extratos, transferências e recursos de crédito sem sair do ambiente da empresa.
  • O fluxo é único, personalizado, e quase transparente.
  • A lógica de negócios é pensada para gerar recorrência, engajamento e novas fontes de monetização.
O verdadeiro poder da integração financeira está na facilidade de monetizar e melhorar a experiência do usuário.

BaaS: oferta técnica e foco na infraestrutura

Já no modelo BaaS, a empresa geralmente disponibiliza APIs bancárias para terceiros que desejam construir soluções financeiras em cima de sua infraestrutura. Aqui, o parceiro assume maior parte da responsabilidade pelo desenvolvimento da interface e da jornada do usuário, enquanto o provedor BaaS oferece os “blocos de construção” financeiros.

  • Integração mais flexível e aberta a customizações profundas.
  • Maior complexidade técnica e responsabilidade de compliance.
  • Pode exigir equipes dedicadas para desenvolvimento, segurança e regulação.

O modelo de finanças integradas se destaca pela facilidade de implantação e rapidez para colher resultados práticos, principalmente quando falamos em soluções white label e APIs prontas. Isso aproxima empresas de perfis variados do universo financeiro, sem grandes barreiras técnicas ou regulatórias.

Como as empresas aplicam finanças integradas na prática?

Acreditamos que finanças integradas só fazem sentido quando mostram resultado real no dia a dia dos negócios. E é exatamente nisso que temos visto transformações profundas surgir.

1. Jornada do cliente e experiência diferenciada

Imagine uma rede de franquias que passa a oferecer uma conta digital personalizada, Pix, boletos e extratos para seus franqueados operarem financeiramente dentro da própria plataforma da rede. O franqueado não precisa mais ter contas em diferentes bancos ou enfrentar processos burocráticos para receber pagamentos ou transferir valores.

Esse tipo de comodidade aumenta o engajamento da rede e reduz drasticamente o tempo gasto com controle financeiro. Os gestores ganham visão centralizada de caixa, recebem relatórios automatizados e podem antecipar recebíveis, tudo sem sair do ambiente já conhecido.

2. Monetização e novas receitas

Quando uma empresa cria sua operação de pagamentos ou banco digital white label, ela passa a receber comissões de cada transação feita: vendas realizadas na maquininha, emissão de boletos, transferências via Pix, etc. O resultado aparece em duas linhas:

  • Monetização recorrente: a empresa lucra continuamente a cada operação processada dentro do seu ecossistema.
  • Venda de tecnologia agregada: ao vender maquininhas, serviços financeiros ou APIs com sua marca, cria diferenciais competitivos e fideliza a base de clientes.

Transformar clientes em usuários do ecossistema financeiro próprio é o passo mais rápido para expandir participação de mercado e criar negócios duradouros.

Maquininha de pagamento personalizada 3. Redução de custos e autonomia tecnológica

Ao integrar soluções financeiras via API ou white label, as empresas eliminam a necessidade de criar infraestrutura bancária do zero, reduzindo custos milionários com compliance, regulamentação e tecnologia. Além disso, passam a operar com mais autonomia e velocidade, ajustando produtos e jornadas à sua realidade sem depender de fornecedores tradicionais.Na experiência da Paytime, por exemplo, empresas podem ter sua fintech pronta com investimento inicial acessível, valores a partir de R$ 6 mil frente aos milhões exigidos por operações full banking tradicionais. Isso possibilita entrada rápida e segura no mundo das finanças digitais, mantendo o foco no crescimento do negócio e não na burocracia bancária.

O papel das fintechs e do white label nesse ecossistema

Hoje, fintechs especializadas como a Paytime simplificam o acesso a todos esses recursos integrados, atuando como “habilitadoras” e encurtando a distância entre o universo financeiro e qualquer empresa de outro segmento. Com soluções white label, APIs robustas e suporte especializado, conseguimos entregar:

  • Conta digital customizada com nome e identidade visual do parceiro;
  • Pagamentos, transferências, boletos, Pix, extratos e relatórios nativos;
  • Soluções de captura presencial (maquininha, POS, Tap on Phone) e digital (links de pagamento, QR Code);
  • Split automático, automação de conciliações e gestão de recebíveis;
  • Monitoramento e segurança de todas as operações.

Além disso, cuidamos de todos os detalhes regulatórios e tecnológicos, liberando tempo e eliminando burocracias para o parceiro focar no que realmente importa: expandir seu negócio e aumentar receita.

Vantagens competitivas das finanças integradas

Adotar uma arquitetura de finanças integradas resulta em múltiplos ganhos. Segundo nossa experiência, podemos destacar:

  • Criação de novos fluxos de receita, inclusive recorrentes;
  • Retenção de clientes, que permanecem mais tempo no ecossistema;
  • Diferenciação de mercado, agregando valor ao portfólio;
  • Menor tempo de resposta a demandas financeiras de clientes e parceiros;
  • Gestão centralizada, com relatórios e painéis completos.
Oferecer serviços financeiros não é mais prerrogativa de bancos, virou diferencial estratégico para qualquer empresa moderna.

Desafios regulatórios e segurança

Um dos pontos de atenção ao incorporar serviços financeiros é a complexidade regulatória do setor. Felizmente, provedores especializados como a Paytime já trazem toda a infraestrutura e compliance embarcados, o que inclui certificações como PCI-DSS e ISOs, gestão de risco, monitoramento antifraude e plena conformidade com o Banco Central.

Delegar o cuidado regulatório a especialistas é a escolha mais segura e rápida para operar com tranquilidade e foco no negócio.

Além disso, soluções integradas reduzem a exposição a riscos operacionais e garantem proteção jurídica para o parceiro, especialmente em casos de automação total da jornada do cliente, split de pagamentos e emissão de documentos fiscais e bancários.

Dicas para escolher o parceiro ideal em finanças integradas

Do nosso ponto de vista, a escolha da solução e do parceiro certo pode definir o sucesso do projeto. Alguns pontos fundamentais:

  • Personalização profunda: busque soluções que permitam adicionar sua marca em cada etapa, criando diferenciais reais para o cliente.
  • Integração via API: opte por plataformas que ofereçam APIs sólidas, extensíveis e documentadas, facilitando adaptação e inovação.
  • Escalabilidade garantida: certifique-se de que a infraestrutura suporta o crescimento da sua operação, de dezenas a milhões de transações por mês.
  • Compliance e segurança embarcados: exija certificações, monitoramento antifraude e cobertura legal do parceiro escolhido.
  • Suporte e acompanhamento ativos: o melhor parceiro não só entrega tecnologia, mas acompanha, treina e colabora na construção de novas soluções.

Integração não pode ser um processo lento nem travado por burocracias. Agilidade, confiança e personalização são valores inegociáveis.

Impacto direto dos serviços financeiros na experiência do cliente

Queremos compartilhar uma visão prática sobre como a integração financeira muda a experiência do cliente:

  • Clientes passam a resolver tudo sem sair do seu ecossistema favorito, menos cliques, menos senhas, mais relevância.
  • Redução de abandono em processos de checkout, pagamentos recorrentes facilitados e menos inadimplência pela automação dos meios de pagamento.
  • Atendimento personalizado, com notificações, extratos e suporte totalmente integrados à realidade do usuário.

Redes de franquias, marketplaces, provedores de serviços, aplicativos de gestão: todos estão ampliando seu escopo de atuação, cruzando fronteiras e oferecendo serviços financeiros nativos. Nós, da Paytime, vemos esse movimento diariamente, seja ajudando empresas a criarem suas contas digitais white label, sejam parceiros migrando experiências inteiras para dentro do seu próprio ambiente, com baixa complexidade e agilidade máxima.

Incorpore um ecossistema financeiro completo sem reinventar a roda.

Diversificação, escalabilidade e o futuro do embedded finance

Ao entregarmos produtos financeiros integrados, consolidamos negócios resilientes, diversificados e preparados para operar em qualquer cenário. O setor de serviços não financeiros no Brasil já emprega mais de 15 milhões de pessoas, com faturamento de R$ 3,2 trilhões em 2023, e modelos integrados só reforçam nosso papel neste universo em expansão, criando novas oportunidades para quem deseja protagonizar a nova geração de negócios nacionais e globais.Fonte: dados do IBGE

Conclusão

Acreditamos firmemente: a integração de serviços financeiros ao próprio negócio não é mais tendência, tornou-se realidade competitiva. Passar a oferecer sua própria solução de banking, pagamentos ou crédito digital agrega valor, gera receita recorrente e amplia o potencial de fidelização. Não há barreiras técnicas ou regulatórias que resistam à escolha dos parceiros certos. Se você quer transformar sua empresa com um ecossistema robusto e sob medida, conhecer mais sobre a Paytime e viver a experiência do nosso modelo white label pode ser o passo mais estratégico da sua trajetória corporativa.

Perguntas frequentes sobre embedded finance

O que é embedded finance?

Embedded finance, ou finanças integradas, é a incorporação de serviços financeiros como contas digitais, pagamentos, Pix, boletos, cartões e crédito em plataformas de empresas não financeiras. Assim, o cliente acessa essas funcionalidades no mesmo ambiente em que consome os produtos ou serviços principais, sem precisar recorrer a bancos tradicionais.

Como funciona o embedded finance?

Funciona por meio de integrações via API e soluções white label, onde a empresa utiliza uma infraestrutura financeira pronta, fornecida por fintechs especializadas, para disponibilizar, sob sua própria marca, todos os recursos de banking e pagamentos. A empresa monta a experiência do jeito que preferir, com total personalização, agilidade e controle.

Quais são as vantagens do embedded finance?

Entre os principais benefícios estão a criação de receitas recorrentes, retenção e fidelização de clientes, diferenciação em mercados competitivos, e facilidade de gestão centralizada das operações financeiras. Além disso, elimina custos com bancos tradicionais e reduz burocracias, proporcionando agilidade e autonomia operacional.

Quanto custa implementar embedded finance?

O custo varia conforme a solução escolhida, mas modelos white label e APIs financeiras, como os da Paytime, permitem investimentos iniciais a partir de R$ 6 mil. Valores muito menores do que criar um banco próprio ou estruturar toda a tecnologia internamente, trazendo retorno rápido e flexível conforme o volume transacionado cresce.

Vale a pena adotar embedded finance?

Sim, se o objetivo é transformar clientes em usuários fiéis, diversificar receitas e criar diferenciais competitivos. Finanças integradas consolidam novas oportunidades de crescimento, promovem inovação na experiência do consumidor e abrem espaço para negócios de todos os tamanhos atuarem como protagonistas do próprio ecossistema financeiro.

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Sobre o Autor

Paytime

Paytime é referência em soluções tecnológicas para fintechs, oferecendo uma plataforma completa que permite a criação de bancos digitais personalizados sem nenhuma linha de código. Desde 2018, a Paytime inova no mercado brasileiro, integrando serviços bancários, pagamentos e gestão em tempo real de vendas para empresas de receita recorrente. Seu compromisso é democratizar o acesso à tecnologia financeira, tornando mais simples, acessível e escalável o lançamento de novos negócios.

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