Já notamos: o movimento das fintechs transformou radicalmente o sistema financeiro nos últimos anos. Se antes pensar em banco era imaginar filas, burocracias e soluções engessadas, hoje vemos um cenário onde inovação, facilidade e personalização dominam. Criar uma fintech deixou de ser exclusividade de grandes nomes e passou a ser uma possibilidade viável para empresas de todos os tamanhos e áreas de atuação.
Inovação que aproxima tecnologia e finanças.
Mas o que é realmente necessário para dar vida a uma empresa de serviços financeiros digitais? Como entender os modelos e navegar pelas exigências regulatórias? Com nossa experiência e suporte ao ecossistema Paytime, vamos demonstrar passo a passo tudo que descobrimos sobre como criar sua solução financeira do zero, ou melhor, com o apoio de quem já descomplicou esse caminho.
O conceito e a evolução das fintechs no Brasil
O termo fintech surge da união de “finance” e “technology”: empresas ou iniciativas dedicadas a entregar soluções financeiras por meio de tecnologia digital. Desde os primeiros produtos focados em pagamentos online, o setor evoluiu para integrar contas digitais, crédito, investimentos, seguros e, principalmente, a personalização da experiência dos usuários.
Segundo levantamento recente, o número de fintechs no Brasil cresceu 77% desde 2020, passando de 1.158 para 2.048 empresas em 2025. O país se consolidou como referência em inovação financeira na América Latina, impulsionado tanto pelo surgimento de novas necessidades dos consumidores, como pela regulamentação aberta à competição (veja.abril.com.br).
Esse avanço tem raízes em diversos fatores:
- Digitalização acelerada nos meios de pagamento;
- Popularização do Pix e da portabilidade bancária;
- Crescimento do comércio eletrônico;
- Demanda reprimida por produtos financeiros mais simples e acessíveis;
- Ambiente regulatório favorável à entrada de novos atores.
Tipos de fintechs e onde elas mais inovam
Identificamos três campos que concentram a maior parte das soluções atualmente: pagamentos, contas digitais e serviços personalizados. Cada categoria tem características próprias, tanto do ponto de vista do valor entregue ao cliente quanto das demandas técnicas, regulatórias e de modelo de negócio.
Pagamentos digitais: novas fronteiras e experiências
Se um produto mudou de verdade o cotidiano do consumidor, esse produto são as soluções digitais para pagamentos. Entre maquininhas, links, QR Codes, carteiras digitais, NFC e novas modalidades, vemos o surgimento constante de alternativas pensadas para mobilidade, agilidade e integração. Com tecnologias como Tap on Phone, que transforma celulares Android em pontos de venda, nossos parceiros na Paytime conseguem oferecer opções sem a necessidade de hardware adicional, tornando o acesso ainda mais democrático.
Contas digitais: a base dos ecossistemas financeiros
As contas digitais deixaram de ser vista apenas como um “banco sem agência”. Elas funcionam como núcleo de relacionamento e gestão financeira, reunindo funcionalidades como:
- Pagamentos de boletos e transferências;
- Poupança, crédito e cashback;
- Gestão de extrato e recebíveis em tempo real;
- Personalização da marca em todos os pontos de contato.
O open banking, aliado a soluções white label como as oferecidas pela Paytime, permite que negócios de diferentes segmentos criem suas próprias contas para fidelizar clientes e gerar novas receitas.
Serviços personalizados: soluções para cada perfil e contexto
Se antes as fintechs ofereciam basicamente pagamentos e transferências, hoje vemos plataformas focadas em nichos, como redes de franquias, marketplaces, clínicas, salões, entre outros. Por meio de recursos como split de pagamentos, APIs bancárias, gateways integrados e relatórios customizados, empresas desenham suas próprias jornadas financeiras para atender necessidades muito específicas.
Passos práticos: Por onde começar o desenvolvimento de uma fintech?
Jornada estruturada evita erros caros. Escolhas bem-feitas determinam o sucesso.
Em nossa trajetória auxiliando empresas a lançarem suas marcas de serviços financeiros, organizamos o caminho em etapas práticas. A seguir, detalhamos cada uma delas, com dicas, exemplos e cuidados fundamentais.
Pesquisa de mercado: validando a oportunidade
Antes de pensar em desenvolvimento ou marketing, o ponto de partida é entender profundamente a dor do seu público. Quais serviços financeiros eles desejam? Que problemas enfrentam hoje com bancos tradicionais? Quais produtos resolvem demandas ainda não atendidas?
Algumas ferramentas que recomendamos nessa etapa:
- Mapa de empatia e entrevistas com possíveis usuários;
- Análise de lacunas deixadas pelas soluções atuais do mercado;
- Estudo das tendências tecnológicas e regulatórias, principalmente dos movimentos do Banco Central;
- Pesquisa da jornada digital e do perfil de consumo dos clientes.
Escolha do modelo de negócio: receita previsível e escalável
O modelo financeiro de uma fintech pode variar conforme público-alvo e solução proposta, mas percebemos que as receitas mais sustentáveis vêm da combinação entre venda de acesso (ex: maquininhas, licenças) e participação recorrente sobre o volume transacionado (crédito, débito, Pix, etc). Esse é o formato adotado na Paytime, proporcionando previsibilidade e alinhando crescimento do parceiro ao do seu ecossistema.
O relatório Fintech Deep Dive mostra que 56% das fintechs brasileiras têm foco em soluções B2B, valorizando a construção de receitas recorrentes e parcerias de longo prazo (anbima.com.br).
Por vezes, um mesmo produto pode gerar várias fontes de receita:
- Venda/locação de POS e terminais inteligentes (SmartPOS);
- Comissão sobre pagamentos e transferências;
- Tarifação de serviços como emissão de boletos e gestão de contas;
- Monetização indireta por dados, relatórios e insights financeiros.
Definição da infraestrutura tecnológica: White Label ou APIs?
A infraestrutura por trás de uma fintech é decisiva para sua segurança, desempenho e escalabilidade. Com o modelo White Label, empresas utilizam uma estrutura robusta, já aprovada em compliance e certificações, adaptando branding e experiência do usuário ao seu perfil. Já por API, é possível integrar funcionalidades pontuais ou construir jornadas customizadas, aproveitando somente os módulos relevantes para o negócio.
No contexto da Paytime, esses dois modelos garantem flexibilidade e segurança com baixo investimento inicial, tornando possível atingir grandes volumes transacionais sem sobrecarga operacional.
Automação e diferenciais tecnológicos
Automatizar a jornada do cliente é indispensável para escalar sem perder qualidade. Integrações por API, splits automáticos de pagamento e portais web com painel de performance centralizam informações, otimizam recursos e evitam retrabalho manual. Isso diferencia a operação frente a bancos tradicionais, tornando-se um ponto forte na retenção dos usuários.
Licença do Banco Central e conformidade regulatória
Cada segmento dentro do universo financeiro tem exigências específicas. No caso das fintechs, existe a necessidade de formalizar a operação junto ao Banco Central para garantir legitimidade e acesso ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Aqui, é preciso atenção com:
- Definição do modelo operacional perante o BC (Institution Payment, SCD, SCFI, etc.);
- Contratação de compliance especializado;
- Implementação de controles de lavagem de dinheiro (AML), identificação e prevenção a fraudes;
- Certificações como PCI-DSS para manipulação de dados sensíveis quando relevante.
Com o apoio da Paytime, nossos parceiros focam no crescimento, enquanto cuidamos de toda a implementação regulatória e tecnológica de forma transparente e eficiente.
Personalização em ecossistemas próprios: como engajar clientes?
Cada detalhe da jornada faz diferença na percepção de valor. Ao permitir que empresas coloquem sua identidade visual em todos os pontos de contato, do cartão à interface digital, das mensagens ao extrato, criamos um laço emocional que fideliza o usuário e fortalece a posição da marca.
- Conta digital alinhada à marca;
- Painel de gestão personalizado;
- Soluções modulares que crescem conforme as demandas do negócio;
- Relatórios detalhados e filtros sob medida para a operação do parceiro.
Personalizar não é tendência. É o novo padrão.
Segurança de dados e governança: bases para a confiança
O movimento de digitalização exige atenção redobrada à proteção das informações. Dentro das soluções Paytime, por exemplo, toda a infraestrutura tecnológica é construída com protocolos de alto padrão, além das certificações PCI-DSS e ISO9001 necessárias para o segmento.
- Autenticação em duas etapas para acessos sensíveis;
- Monitoramento de transações em tempo real;
- Mecanismos antifraude e 3DS na captura de pagamentos;
- Criação de trilhas de auditoria e governança regulatória automática;
- Infraestrutura em nuvem com escalabilidade, redundância e backups constantes.
Reforçamos em nossos conteúdos e treinamentos: investir em segurança não é negociável para quem está liderando a experiência do cliente no mundo digital.
Monetização na prática: exemplos e estratégias de sucesso
Vimos, na prática, empresas diversificando receitas ao criar ofertas financeiras combinadas:
- Venda ou aluguel de maquininhas personalizadas, gerando receita recorrente com cada transação processada;
- Comissões em operações de TED, Pix e boletos;
- Divisão automatizada de pagamentos (split) entre múltiplos recebedores;
- Ofertas de cartões ou contas digitais integradas a marketplaces, clubes e comunidades;
- Produtos customizáveis, como links de pagamento, ideais para redes varejistas e prestadores de serviços digitais.
Essas estratégias tornam a fintech uma plataforma estratégica dentro do negócio do parceiro, tanto para fidelização como para geração de novas receitas.
Os ganhos sobre as transações podem ser acompanhados em portais web completos, com dashboards de performance e regras automatizadas para cada cliente abonado no ecossistema.
Automação e diferenciais frente aos bancos tradicionais
O grande segredo das operações bem-sucedidas é automatizar o máximo possível. Split de pagamento automático dispensa repasses manuais, reduzindo conflitos e despesas em modelos de franquias, clínicas, marketplaces e outros. As integrações entre adquirência, conta digital e APIs permitem escala sem aumento dos custos operacionais, uma ruptura que diferencia totalmente do que bancos tradicionais conseguem ofertar.
Ao adotar uma abordagem white label, o tempo de entrada no mercado cai de anos para semanas, junto de custos iniciais muito reduzidos se comparados ao desenvolvimento proprietário do zero.
Mais que uma vantagem técnica, é uma vantagem competitiva para transformar negócios que já possuem base de clientes em hubs completos de serviços financeiros.
Testes de produto: entregando o que faz sentido para o público
Depois de desenhar o serviço, é hora de testar hipóteses com potenciais usuários reais. Nossos parceiros estruturam pilotos, MVPs e lançamentos controlados, acompanhando indicadores essenciais de satisfação, uso e adoção. Com dashboards e relatórios fáceis de interpretar, a evolução do portfólio é feita com baixo risco e alto ganho de percepção de valor.
- Teste de fricção na jornada de cadastro e ativação;
- Simulações de casos extremos e falhas para identificar gargalos;
- Acompanhamento de NPS e feedbacks via canais digitais;
- Ajustes rápidos em fluxo ou design conforme retornos recebidos.
A personalização, detalhamento nos relatórios e atualização constante de produtos e serviços são pontos de destaque sentidos pelos usuários nessas etapas.
Otimização da aquisição de clientes: estratégia para crescer
Muitas vezes, o maior diferencial de uma fintech é estar presente onde o cliente já está. Por isso, apostamos em parcerias com empresas que possuem bases engajadas, sejam franquias, marketplaces, clubes ou redes de serviços. Quanto mais integrada for a oferta financeira à jornada do cliente final, maior o potencial de engajamento e monetização.
Invista em:
- Ações de onboarding fáceis, com treinamento e materiais educativos;
- Ofertas combinadas (maquininha + conta digital + cashback, por exemplo);
- Campanhas orientadas por dados para retenção e reativação de usuários;
- Automação de funis de vendas e UX simplificada, como testamos nos produtos da Paytime.
Onde está seu público, ali está a oportunidade.
A evolução constante do portfólio
O universo das fintechs é, por natureza, dinâmico. As necessidades mudam rápido, e a capacidade de se adaptar é o que garante longevidade. Acompanhamos tendências globais, como open finance, embedded finance, pagamentos instantâneos e crédito digital, para trazer ao ecossistema Paytime as soluções mais atuais e relevantes.
Monitoramento do mercado, escuta ativa dos parceiros e satisfação do cliente são pilares para a ampliação responsável do portfólio e lançamento de produtos que realmente resolvem novos desafios, evitando inchaço e dispersão dos esforços.
Conteúdos complementares para avançar sua jornada
Para aprofundar nos modelos de negócios tecnológicos, apresentamos o artigo Como abrir uma financeira tecnológica, detalhando todas as exigências e possibilidades de expansão. Já para entender melhor a monetização de jornada financeira, este guia sobre Fintech as a Service traz exemplos práticos de geração de receita recorrente.
Se você busca informações aprofundadas sobre a adoção de modelos white label e vantagens para quem deseja criar operação própria, recomendamos nossa análise sobre plataformas white label para negócios financeiros.
E ao estruturar soluções para o varejo, não deixe de conferir nosso guia com as principais bandeiras para pagamentos em fintechs.
No contexto de infraestrutura, o conceito BaaS pode ser exatamente a engrenagem que faltava para sua estratégia de crescimento.
Finalizando: O próximo passo para transformar seu negócio
Na Paytime, acreditamos que construir uma fintech deve ser rápido, seguro e acessível, independentemente do porte da empresa. É esse o propósito que nos move e que oferecemos a quem se conecta ao nosso ecossistema: personalização, agilidade para lançar operações, segurança regulatória e novas linhas de receita.
Se você deseja transformar seu negócio por meio de soluções financeiras próprias, conheça tudo que a Paytime pode entregar. Chegou o momento de criar um ecossistema conectado ao seu público, inovando sem barreiras técnicas ou regulatórias. O futuro das finanças já começou. Faça parte dele conosco.
